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Rock in Rio faz ocupação dos hotéis da cidade aumentar 37%, diz pesquisa

Publicado dia 22/09/2019 às 15h14min | Atualizado dia 22/09/2019 às 15h21min
Presidente do sindicato Hotéis Rio acredita que esse aumento pode chegar em pelo menos 50%. Principal plataforma de alugueis por temporada também registra crescimento das reservas. O impacto econômico para a cidade está estimado em R$ 1,7 bilhões.

Faltando menos de uma semana para a abertura dos portões da Cidade do Rock, o Rio já comemora o aumento de turistas que virão curtir a 8ª edição do Rock in Rio. Os números de reservas em hotéis e nas plataformas de alugueis por temporada confirmam a expectativa dos organizadores do festival.

Segundo o Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município (Hotéis Rio), 70% dos quartos disponíveis em toda cidade já estão reservados para a primeira semana do Rock in Rio, entre os dias 27 e 29 de setembro. A média de ocupação para a segunda semana de festival, entre os dias 3 e 6 de outubro, é de 80%.

Em comparação com os números do mesmo período de 2018, ano sem a realização do Rock in Rio, o aumento na média de ocupação dos quartos já chegou em 37%.

 

Média de ocupação em toda cidade:

 

 

  • Entre os dias 27 e 29 de setembro de 2018 ------------- Ocupação de 50%
  • Entre os dias 27 e 29 de setembro de 2019 ------------- Ocupação de 70%
  • Entre os dias 3 e 6 de outubro de 2018 ------------------- Ocupação de 43%
  • Entre os dias 3 e 6 de outubro de 2019 ------------------- Ocupação de 80%
  • ara Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio, esses números ainda vão aumentar. A expectativa é superar os 80% de ocupação registrados em 2017.

     

    "O festival é um dos principais eventos do nosso calendário, ao lado de réveillon e carnaval".

     

    "Esperamos que haja incremento na ocupação hoteleira em, pelo menos, 50% nos dois finais de semana do evento. A expectativa deste ano é de ultrapassar os 80% registrados em 2017, com maior demanda para a Barra da Tijuca, mas grande procura para todas as regiões turísticas da cidade", disse Alfredo.

    Segundo o levantamento, os hotéis e pousadas mais procurados são nos bairros da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e São Conrado, na Zona Sul. Do total das reservas feitas, 78% são nesses dois bairros.

    A importância do evento para o setor hoteleiro fica mais clara se a análise for feita só com os números dos hotéis dos principais bairros da Zona Sul, como Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.

     

    Hotéis na Zona Sul:

     

     

    • Entre os dias 27 e 29 de setembro de 2018 ------------- Ocupação de 64%
    • Entre os dias 27 e 29 de setembro de 2019 ------------- Ocupação de 81%
    • Entre os dias 3 e 6 de outubro de 2018 ------------------- Ocupação de 71%
    • Entre os dias 3 e 6 de outubro de 2019 ------------------- Ocupação de 83%

     

    A pesquisa do sindicato também mostrou que a maioria dos turistas são de estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Entre os estrangeiros, os mais interessados são norte-americanos, argentinos, espanhóis, uruguaios e chilenos.

     

    Impacto econômico de R$ 1,7 bi

     

    Ao longo dos sete dias de Rock in Rio em 2019, os organizadores esperam receber mais de 700 mil pessoas. Desse total, 420 mil devem ser turistas. Segundo estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o impacto econômico para a cidade está estimado em R$ 1,7 bilhões.

    Segundo o presidente e fundador do festival, Roberto Medina, a cidade hoje está "mais que preparada" para receber esse evento, que na última edição, em 2017, teve um impacto econômico de R$ 1.4 bilhão.

    Para Daniel Pompeu, gerente geral do LSH Lifestyle Hotel, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, a procura por hospedagem nesse ano tem superado todas as outras edições do evento.

    Segundo ele, o hotel já tem 98% dos quartos reservados durante os finais de semana do Rock in Rio. Já durante os dias de semana, a ocupação está em 80% do total de vagas.

    "O Rock in Rio deveria ser todo ano. É um evento muito gostoso para a cidade. Para quem trabalha com hotelaria é ótimo. A energia dos hospedes é diferente. Todo mundo feliz com o evento e na expectativa pelos shows. Para o Rio de Janeiro também é muito bom por movimentar a economia. É uma energia incrível", comentou o Daniel Pompeu.

    Segundo o gerente do LSH, o faturamento do hotel com hospedagens deve aumentar em 85% durante o festival desse ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

    Aluguel por temporada

     

    Não é só o setor hoteleiro que vem ganhando com mais uma edição do festival na cidade. De acordo com uma das principais plataformas para locação de apartamentos e casas por temporada, o Airbnb, o número de reservas feitas nesse ano já ultrapassou os números de 2017, data do último festival no Rio.

    A empresa informou que ainda não existe um levantamento fechado com os dados desse ano, mas já é possível observar o crescimento no número de reservas. Os bairros mais procurados até o momento são Copacabana, Barra da Tijuca, Ipanema e Recreio dos Bandeirantes.

    Muitos proprietários de imóveis na região do Rock in Rio observaram a oportunidade de aumentar seus rendimentos durante o evento. Para a carioca Barbara Moura, dona de uma casa na Barra da Tijuca, o festival já é a 3ª melhor época do ano para alugar o imóvel.

    Segundo Barbara, a melhor data para alugar é o réveillon e depois o carnaval. "Fora isso, o Rock in Rio já é o melhor evento da cidade".

    "Assim que os organizadores divulgaram os shows, a procura começou. Já tenho datas fechadas há uns três meses. Para a primeira semana já está tudo alugado. Na segunda semana ainda tem algumas datas disponíveis", comentou Barbara, que começou a alugar o imóvel por temporada em 2016, durante os Jogos Olímpicos.

Fonte: G1 NOTICIAS

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